Mergulhamos numa paixão por etapas. Assim, a cada fase,é importante fazer um balanço para nao ir longe demais sem o outro. É que existe um momento em que todo nosso ser se empenha na relação, a ponto de nao podermos mais voltar atrás e nos separar sem abalar profundamente a estrutura de nossa personalidade. Na maioria das vezes,acabamos nos perdendo no outro...
É preciso ter uma personalidade bem definida para não considerar a diferença do outro uma afronta ou uma ameaça, e também para nao precisar impor a verdade própria como sendo a única verdade. Ela pode servir prá voce,mas não fazer o menor sentido para aquele que voce ama.
O amor nada mais é do que um tipo de movimento coletivo a dois,que nos leva a fazer uma revolução pessoal, isto é, a descartar nossos valores e modo de vida prá criar e validar outros.
Na paixão feliz, o desenvolvimento nos acompanha por toda a vida. Na paixão trágica,ele nos larga em algum lugar do caminho. Essa é a diferença. A cegueira,a inexperiência, a ingenuidade ou simplesmente o entusiasmo não nos deixaram ver a distância entre nossos sonhos e a realidade do parceiro,que não pôde ou nao quis nos acompanhar,pelo menos não tão longe.
Para viver um relacionamento feliz,não há duvida que ambos precisam aparar as arestas de sua personalidade. Mas quando a relação é saudável e igualitária,ambos os parceiros percorrem o caminho em direção ao outro e fazem concessões sem muita dificuldade. Sentem verdadeiro prazer em aprender um com o outro.
A intimidade é o presente mais precioso do amor. Ela nos reconcilia com nossas fraquezas, nosso lado mais feio e sombrio. A intimidade revela uma confiança que se conquista com o tempo. Trata-se de ser verdadeiro e se entregar. De dizer o que nos passa pela mente, coração e alma sabendo que o outro tem interesse em saber e se enriquecerá com nosso olhar.E que não nos julgará ou criticará por sermos frágeis ou não correspondermos ao que eles querem de nós algumas vezes. A intimidade se resume numa palavra: acolhimento.
É a capacidade de ultrapassar nosso ego,num momento de raiva, e baixar a guarda , resgatar a cumplicidade que nos aproximou inicialmente e lembrar que mais do que ter razão o tempo todo,o importante é ser feliz com quem se ama.
O amor nos faz crescer e nos obriga a superar o que somos.
Em geral, é a defasagem entre as esperanças de um e as recusas do outro que cria a angústia e a dor de amar. Mas quando o intuito não é apenas suprir carências,vivenciamos o encontro com o outro sem provocar aprisionamentos ou cobranças que matam o prazer da relação.
............................
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Assinar:
Postagens (Atom)
